Tradução juramentada é a tradução que tem fé pública. Isso quer dizer que ela vale como documento oficial, do mesmo jeito que o original vale. É por isso que consulados, cartórios, tribunais e universidades pedem essa e não outra.
Quem faz é o tradutor público, também chamado de tradutor juramentado. Ele é matriculado na Junta Comercial do estado dele, depois de passar em concurso público. Não é uma certificação que se compra nem um curso que se faz: é matrícula oficial.
Esse registro é público e você pode consultar antes de fechar com alguém. Vale fazer isso, porque traduzir com um profissional que não tem a matrícula invalida o documento no destino, e a pessoa só descobre quando o documento volta.
Juramentada, certificada ou simples: qual você precisa
Essa é a dúvida que mais aparece, e errar aqui custa tempo. A diferença não é de qualidade, é de quem aceita cada uma.
| Tipo | Quem faz | Onde é aceita |
| Juramentada | Tradutor público matriculado na Junta Comercial | Consulados, cartórios, tribunais, Receita Federal, universidades brasileiras e órgãos oficiais em geral |
| Certificada | Tradutor profissional, com declaração e assinatura autenticada | Universidades e processos de imigração de países que não exigem fé pública, como Estados Unidos e Canadá |
| Simples | Tradutor profissional, sem declaração | Uso interno, leitura, material de apoio. Não serve para órgão oficial |
A regra prática: se um órgão do governo vai receber o documento, é juramentada. Na dúvida, nos mande o documento e a exigência que você recebeu, que a gente confere sem custo. Veja também a nossa página de tradução certificada.
Quanto custa uma tradução juramentada
A tradução juramentada pode ser cobrada por documento ou por lauda, e qual dos dois depende do documento, da quantidade de páginas e do que for acordado com você. Lauda é a unidade de 1.000 caracteres, que é como boa parte do mercado trabalha.
Para documento pessoal curto, como uma certidão, cobrar por documento costuma ser mais simples e mais previsível para você, e nesses casos o valor parte de R$ 150,00. Para documento longo, a lauda representa melhor o trabalho e sai mais justo para os dois lados.
O que faz o valor mudar:
- O tamanho do documento. Uma certidão de nascimento e um contrato de trinta páginas não custam o mesmo, e é o tamanho que costuma decidir se a cobrança sai por documento ou por lauda.
- A quantidade. Volume maior é negociado, e vale a pena mandar tudo de uma vez.
- O idioma. Pares menos comuns têm menos tradutores públicos disponíveis.
- A urgência. Prazo apertado reorganiza a fila e isso entra no orçamento.
- Ser pessoa física ou empresa. Empresa normalmente fecha contrato por documento, com condições próprias. Veja a página para empresas.
O número final sai depois que a gente vê os documentos. Preferimos assim a cravar um valor e mudar depois.
Quanto tempo demora
Depende do volume e da urgência, e a gente confirma o prazo depois de ver os documentos, sempre antes de você aprovar. Não trabalhamos com nome de plano: o que você recebe é uma data.
O que costuma atrasar não é a tradução, é o documento. Certidão emitida em versão resumida quando o destino exige inteiro teor, certidão vencida, nome grafado de um jeito no documento e de outro no processo. A gente aponta isso na análise, antes de começar.
Apostila de Haia: antes ou depois de traduzir
Essa é a dúvida que mais gera retrabalho, e a resposta honesta é que depende do documento e do país de destino.
Em muitos processos de dupla cidadania italiana, por exemplo, a certidão brasileira é apostilada primeiro e só depois traduzida pelo tradutor juramentado, e aí a tradução também é apostilada. Em outros destinos a ordem é diferente.
Fazer na ordem errada custa dinheiro duas vezes: você paga por uma apostila ou por uma tradução que vai precisar refazer.
Antes de começar, confirme a exigência do país e da instituição de destino. Se preferir, nos mande a lista de documentos e a gente avalia quais precisam de apostila e em que ordem. Leia também o que é a Apostila de Haia.
Por que um documento volta recusado
Quando um documento volta, a primeira suspeita cai na tradução. Na prática, ela quase sempre estava correta.
A tradução juramentada reproduz o documento que recebe. Ela não corrige um nome escrito de forma diferente, não atualiza uma certidão vencida e não transforma uma versão resumida em inteiro teor. Se o original chega com um problema, a tradução entrega esse mesmo problema do outro lado, agora em outro idioma e com fé pública.
É por isso que a gente olha os documentos antes de traduzir, e avisa quando alguma coisa vai dar problema lá na frente. Se quiser se aprofundar, escrevemos sobre isso em por que um documento traduzido é recusado.